segunda-feira, 4 de julho de 2011

À espera da tua lua...

"Eu tracei a minha personalidade em forma de um papel
Papel enrugado e rasgado,
transformei-me em lápis para escrever a tua poesia.

Fui Sansão, fui homem de tranças,
cheguei a ser homem descalço no por o sol á espera da tua lua,
Fui as corda da guitarra,
fui homem do mar,
fui o primeiro a receber a tua poesia.

Simplesmente fui EU a ouvir tuas palavras sufocantes!
Para depois chegar a conclusão
Que fui,
Vento!

Voei pelas praias mais quentes e paradisíacas,
pelos montes mais frios dos Himalaias,
pelas águas profundas do Atlântico
Fui tempestade de água seca,
fui o chão torrado do deserto.
fui um furacão e soar dos meus gritos,
Esmurrar campos e fazer crescer túlipas sobre poças de água.

No final,
Nunca quis ser nada disto mas sim

Quero cuspir fogo e incendiar o teu céu,
aquecer a tua alma, engolir Mundos e estremecer teu universo.
Quero rugir do nada não quero assustar ninguém
Quero mesmo é abraçar o teu mundo e no fim .
Quero a minha Mão no teu céu!
Com olhar bem focado, que desenhei bem devagarinho os contornos do teu corpo…
Não quero ter uma casa para morar, quero-te a ti
Na consolação de tanto te olhar e de tanto te querer,
perdi os sentidos, perdi a vida,
Porque perdi a vontade de querer ser alguma coisa...  Sem ti!"